Não é que seja racista, mas convém que as cores que enxerga sejam todas, menos o vermelho. No entanto, fica feliz quando o verde se transforma em vermelho, pois tem ali à mão um adversário. E como aquela cor predomina à sua volta, vê adversários em todo o lado, o que lhe dá imenso que fazer. No entanto, depende muito do foco e o seu é erradicar o vermelho, o que vem muito a calhar o daltonismo. Vê o mundo cinza, mas depende da pigmentação do objetivo focado. O preto serve-lhe na roupa, mas não na pele. Não é bem-visto, faz-lhe lembrar povos incultos e selvagens sem direitos alguns. Como é possível pensarem que é racista, se ele próprio é judeu, mas não quer que se saiba! O culto religioso tem cores brancas, púrpuras e douradas que ele preza, mas tem de estar em sintonia com o seu lema: “ou está comigo, ou está contra mim” e por extensão contra a pátria. A sua cor preferida é o azul e branco, da sua bandeira. Sempre presente, em casa e no trabalho. Quanto à família ela é monocromática, só a sua cor deve sobressair. Deus, pátria, família é o “slogan” a seguir.